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******************** MOCINHAS de JAMES DEAN

james dean

Homenageado pelo “Grupo de Blogs de Cinema Clássico”, JAMES DEAN (1931 - 1955) faria 82 anos no dia 8 de fevereiro caso estivesse entre nós, de carne e osso. A bacana Carla Marinho, editora do blog, convidou os associados ao seu concorrido espaço para escrever sobre o ídolo com total liberdade criativa. Como quase tudo já foi dito sobre ele, ensaio uma postagem sobre suas parceiras - até certo ponto românticas - nos três filmes que fez: Julie Harris, Natalie Wood, Elizabeth Taylor e Carroll Baker. “Vidas Amargas / East of Eden” e “Juventude Transviada / Rebel Without a Cause” (ambos de 1955), e “Assim Caminha a Humanidade / Giant” (1956) lhe trouxeram a fama e a marca de uma mágoa introspectiva. Foram dirigidos à juventude rebelde e alienada da época. Em todo o mundo, os jovens identificaram-se com a intensidade, a inquietação e o comportamento neurótico dos personagens do ator. Sua morte prematura e chocante na direção de um Porsche assegurou-lhe a imortalidade como mito do cinema.

cal em vidas amargas
Depois de estudar teatro com o grupo de James Whitmore, JAMES DEAN conseguiu pontas em filmes e comerciais de tevê. Freqüentando o Actor’s Studio, seu desempenho como um homossexual árabe em “O Imoralista”, na Broadway, resultou em contrato com a Warner Brothers. Em “Vidas Amargas”, de Elia Kazan, adaptação de um best-seller de John Steinbeck, faz Cal Trask, um dos dois filhos do conservador e austero Adam Trask (Raymond Massey). Por mais que Cal tente, ele não consegue obter do pai o mesmo amor e carinho reservados ao irmão, o certinho Aron Trask (Richard Davalos). 

Tentando entender a origem do suposto mal que carrega consigo, Cal descobre que a mãe (Jo Van Fleet, Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante), ao contrário do que o pai afirma, está viva e é dona de um bordel. Pouco a pouco, os conceitos de certo e errado do rapaz começam a mudar e ele entra em rota de colisão com o pai e com o irmão, com o qual ele ainda disputa a sensível Abra (Julie Harris). A atuação de JAMES DEAN é primorosa – concorreu ao Oscar de Melhor Ator - e a história, que transita entre vários núcleos, é atrativa e interessante. O ator estreante, com seu jeito ao mesmo tempo sensível e grosseiro, não agradou ao inglês Raymond Massey, o que acabou contribuindo para as cenas tensas entre os dois. Quando a câmera estava em Massey, Dean balbuciava palavrões para provocá-lo ainda mais.

com elizabeth taylor em 
assim caminha a humanidade
O melhor longa-metragem do ator, “Juventude Transviada”, do mestre Nicholas Ray, é um clássico inesquecível. “Vocês estão me destruindo!”, grita o Jim Stark de Dean com os pais (Jim Backus e Ann Doran) que vivem brigando. Desiludido com sua família, com os professores e com a sociedade, ele se alia a duas outras almas perdidas, Judy (Natalie Wood) e Plato (Sal Mineo), tentando estabelecer sua própria família alternativa. O filme deu a JAMES DEAN o papel com o qual ele mais se identificava. Seu Jim não é tão rebelde, ele apenas não compreende o mundo ao seu redor. 

Em “Assim Caminha a Humanidade”, do premiado veterano George Stevens, faz Jett Rink, um ex-empregado de uma fazenda texana, que herda um pedaço de terra da patroa (Mercedes McCambridge), descobre petróleo e fica imensamente rico, porém sua vida pessoal é um fracasso (é apaixonado pela bondosa Leslie - Elizabeth Taylor -, casada com o bonitão Bick Benedict - Rock Hudson) e ele se entrega ao alcoolismo. Esse épico imortal lida muito bem com as diferenças raciais e de classes, e Dean rouba a cena, numa emblemática atuação, concorrendo novamente ao Oscar de Melhor Ator. Mas quando o filme foi lançado, ele já havia partido a toda velocidade.

JULIE HARRIS
(nasceu em 1925)
Aba em Vidas Amargas

Iniciou sua carreira no cinema em 1952, com “Cruel Desengano / The Member of the Wedding”, aos 27 anos, fazendo uma adolescente e sendo indicada ao Oscar de Melhor Atriz.  No mesmo ano ganhou o prêmio teatral Tony com a peça “Goodbye to Berlin”, que mais tarde seria musicalizada como “Cabaret”. Em 1955, muito antes de Liza Minnelli, repetiria a personagem no cinema (“A História do Meu Passado / I Am a Camera”). Nesse mesmo ano veio o seu papel mais conhecido: Abra, de “Vidas Amargas”. Tornou-se muito amiga de James Dean durante as filmagens e era uma das poucas que parecia entendê-lo. Segundo Elia Kazan, que os dirigiu, ela tinha uma influência calmante sobre o ator. Kazan elogiou-a dizendo que é maravilhosa tanto como atriz quanto como pessoa. 

Sobre Dean, Julie disse: “Ele me levava para passear nas colinas de Hollywood, e corria tanto que meu coração parecia querer saltar pela boca. Mas eu não dizia nada. Ele era um camarada e podia contar comigo. Eu não estava atraída por ele, mas amava seu espírito livre. Nós éramos companheiros”. Ela fez outros filmes de destaque, entre eles, “Réquiem para um Lutador / Requiem for a Heavyweight” (1962), o clássico de terror “Desafio ao Além / The Haunting” (1963) e “Os Pecados de Todos Nós / Reflections in a Golden Eye” (1967). Grande atriz teatral, indicada dez vezes ao Tony, ganhou cinco dos prêmios. Um recorde absoluto até hoje. Também ganhou três Emmys por seus papéis na televisão, sendo indicada onze vezes. Na vida pessoal, sempre foi muito discreta. Casou-se três vezes. Sofreu um AVC em 2001. Em 2008 retornou aos palcos.


NATALIE WOOD
(1938 – 1981)
Judy em Juventude Transviada

Filha de uma arquiteto russo e uma bailarina, aprendeu a dançar e apareceu nas telas pela primeira vez aos cinco anos. Como atriz infantil ela encantou meio-mundo, e como adolescente se encaixou bem no perfil da compreensiva amiga de James Dean em “Juventude Transviada”, sua primeira indicação para o Oscar (de Melhor Atriz Coadjuvante). Nos relativamente castos anos 50 e 60, tinha o rosto ideal para representar a sexualidade nascente, com seus profundos olhos negros sugerindo um temperamento ardente reprimido sob uma aparência virginal. Os papéis pelo quais foi indicada novamente ao Oscar – “Clamor do Sexo / Splendor in the Grass” (1961) e “O Preço do Prazer / Love with the Proper Stranger” (1963) – exaltavam essas qualidades, assim como sua iluminada atuação como Maria, a amante predestinada no musical “Amor, Sublime Amor / West Side Story” (1961). Seu casamento de seis anos com Robert Wagner terminou em 1963, mas ela voltaria a unir-se com ele em 1972, passando a trabalhar menos. Sua morte trágica é um dos mistérios de Hollywood: bêbada, caiu de um iate e afogou-se.


ELIZABETH TAYLOR
(1932 - 2011)
Leslie Benedict em Assim Caminha a Humanidade

Estrela de cinema lendária e de beleza estonteante, nasceu em Londres numa família de norte-americanos ricos. Sua formosura logo chamou a atenção dos caçadores de talentos e, com 10 anos, estreou no cinema. Durante seu longo contrato com a M-G-M fez inúmeros filmes, amadurecendo de pequena atriz para mulher sedutora. Sua vida pessoal aumentou a venda de jornais. Casou-se com Nicky Hilton, herdeiro de uma cadeia de hotéis e o primeiro de seus oito maridos, quando tinha apenas 18 anos. Ganhou seu primeiro Oscar de Melhor Atriz em 1960, após quase morrer de pneumonia – os ataques dramáticos de saúde/doença dela foram quase tão famosos quanto seus casamentos. 

Os anos 60 caracterizaram-se por sua associação com seu quinto marido, Richard Burton, que conheceu nas filmagens de “Cleópatra / Idem” (1963). Ganhou um segundo Oscar em 1966. Nas décadas seguintes, tornou-se uma alcoólatra e viciada em drogas, gorda e triste, fazendo filmes ocasionais e descartáveis. Com o declínio de sua carreira no cinema, dedicou-se a levantar fundos para a pesquisa contra a Aids e ao lançamento de uma linha de perfumes. Morreu aos 79 anos, comovendo o mundo.


CARROLL BAKER
(nasceu em 1931)
em Luz Benedict II em Assim Caminha a Humanidade

Trabalhou como dançarina e assistente de mágico para pagar um curso de interpretação no Actor’s Studio. Ao casar-se com o diretor teatral Jack Garfein, passou a fazer comerciais de tevê e algumas peças na Broadway, iniciando o que parecia uma espetacular carreira ao protagonizar “Boneca de Carne / Baby Doll” (1956), de Elia Kazan, pelo qual concorreu ao Oscar de Melhor Atriz. De forte magnetismo sexual, lançada como uma nova Marilyn Monroe, não estava interessada em ser reconhecida como sex-symbol, entrando em colisão com o seu estúdio, Warner Bros., que a impediu de participar em filmes importantes – “As Três Faces de Eva / The Three Faces of Eve” (1957), “Gata em Teto de Zinco Quente / Cat on a Hot Tin Roof” (1958) e “Os Irmãos Karamazov / The Brothers Karamazov” (1958). 

Ela descartou o papel que terminaria nas mãos de Natalie Wood em “Juventude Transviada” (1955). Mas cairia nos braços de James Dean em “Assim Caminha a Humanidade”, como a rica e impetuosa Luz Benedict II, filha de Elizabeth Taylor e Rock Hudson. Nos anos 60, brilharia em Crepúsculo de Uma Raça / Cheyenne Autum (1964), de John Ford; Os Insaciáveis / The Carpbaggers (1964) e no papel-título de Harlow - A Vênus Prateada / Harlow (1965). Terminou se mudando para a Europa, atuando em filmes de pouca importância. Em 1997 trabalhou com o nosso Hector Babenco em “Ironweed / Idem” (1997), ao lado de Jack Nicholson e Meryl Streep.


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